Como surgiu o Dezembro Vermelho?


Hoje no Brasil, são realizadas campanhas nacionais que se estendem durante todo um mês, conscientizando a sociedade sobre saúde e as formas de prevenção e tratamento.


Você já ouviu falar sobre Setembro Amarelo (prevenção ao suicídio), o Outubro Rosa (prevenção do câncer de mama), o Novembro Azul (prevenção do câncer de próstata) e o Dezembro Vermelho, que trata sobre a prevenção ao vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)?


Como surgiu o Dezembro Vermelho?

A Assembleia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), definiu em 1º de dezembro como o Dia Mundial da Luta contra o HIV.


Para que as atividades referentes ao assunto não se restringissem apenas a 1 dia, e fosse pauta durante todo um mês, foi promulgada no Brasil, a Lei 13.504/2017, que institui a Campanha Nacional de prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis, denominada Dezembro Vermelho.


Para que serve o Dezembro Vermelho

O objetivo principal é educar a população sobre a os cuidados preventivos, bem como enfrentar os casos e oferecer assistência aos que são portadores do vírus.


Algumas ações são realizadas com vistas a alcançar o objetivo pretendido:


Iluminação de prédios públicos na cor vermelha;

Promoção de palestras e atividades educativas;

Veiculação de campanhas de mídia;

Realização de eventos.


Sobre o Dezembro Vermelho

Durante muito tempo o assunto HIV/AIDS era considerado um tabu, até mesmo uma sentença de morte. Havia desconhecimento sobre o assunto e muito preconceito envolvido.


Hoje, temos à nossa disposição uma grande quantidade de informações, além de estudos médicos em andamento em busca de tratamento, o que permite prevenir, diagnosticar e tratar os portadores.


A campanha Dezembro Vermelho tem por objetivo levar informações sobre o assunto, estimular a prevenção e reduzir a disseminação do vírus HIV.


A AIDS é uma doença infecciosa, transmitida pelo vírus HIV. O vírus está presente principalmente no sangue e em algumas secreções do corpo, como o esperma, a secreção vaginal, o líquido que banha o bebê durante a gestação e o líquido que banha o cérebro.


O contato com alguma dessas secreções ou com o sangue contaminado na pele lesionada (na pele íntegra não passa HIV) pode ocasionar a contaminação. Não há vírus na saliva, na urina, nas fezes e na lágrima.


O vírus é transmitido de uma pessoa para outra, principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas, de mãe para filho (durante a gestação, parto e a amamentação) ou ainda pelo uso de seringa por mais de uma pessoa, transfusão de sangue contaminado e acidentes com instrumentos perfurocortantes contaminados.


O HIV, diferentemente de outros vírus, não é combatido pelo corpo humano, motivo pelo qual deve ser tratado o quanto antes. O diagnóstico e tratamento precoce reduz o risco de desenvolver AIDS ou até mesmo de transmitir para outras pessoas.