O que os agentes químicos podem causar ao trabalhador?



O que os agentes químicos podem causar ao trabalhador?


A exposição aos agentes químicos sem as medidas de controle apropriadas podem resultar em danos à saúde do trabalhador, como irritação da pele e dos olhos, queimaduras leves ou severas, causadas por incêndio ou explosão, asfixia, alergia, doenças respiratórias crônicas, doenças do sistema nervoso, doenças nos rins e fígado e alguns tipos de câncer.


A gravidade da contaminação está relacionada ao tempo de exposição, à concentração e ao tipo de produto. Pode haver uma irritação das vias aéreas quando a contaminação ocorre em um curto período de tempo com substâncias como ácido sulfúrico, amônia, cloro ou soda cáustica. Alguns gases, como hidrogênio (H2), nitrogênio (N2), metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2) são extremamente nocivos, podendo causar dores de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões e até mesmo a morte.


Medidas de prevenção e controle dos agentes químicos

Alguns riscos ambientais são fáceis de identificar, os irritantes, por exemplo, que tem efeito imediato após a exposição ou inalação. Outros são mais difíceis, como as substâncias químicas formadas acidentalmente cujas propriedades não estão devidamente descritas no rótulos da embalagem e nas especificações técnicas. Por isso, é importante identificar e classificar corretamente os riscos existentes no ambiente de trabalho.


Após identificar e avaliar um risco é necessário decidir quais intervenções e métodos são adequados para controlá-lo. Os métodos de controle são divididos em quatro categorias:


Controle de Engenharia: são medidas que eliminam ou reduzem a utilização ou a formação de agentes prejudiciais à saúde; previnem a liberação ou disseminação dos agentes no ambiente de trabalho e reduzem os níveis de concentração dos agentes:


1. Ventilação geral e localizada;

2. Isolamento (instalar barreira entre o trabalhador e o agente/fonte);

3. Substituição por materiais menos tóxicos, inflamáveis, etc;

4. Mudanças no processo com eliminação de estágios perigosos.

5. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC);

6. Controles Administrativos: Mudanças na maneira de executar o processo de trabalho, como, por exemplo, redução do tempo de trabalho em zona perigosa, rodízio de pessoal, criação de turnos, proibição de horas extras.

7. Equipamentos de Proteção Individual (EPI).


É importante destacar que o EPI só é usado em situações nas quais os controles de engenharia, EPC e administrativos são insuficientes. Porém, isoladamente, o EPI não oferece uma significativa proteção aos trabalhadores, sendo fundamental uma efetiva gestão dos riscos químicos no ambiente de trabalho.